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Vendedor de panelas e amante são condenados pela assassinato de caminhoneiro em Barra do Garças depois de 13 anos

Vendedor de panelas e amante são condenados pela assassinato de caminhoneiro em Barra do Garças depois de 13 anos

Data de Publicação: 21 de agosto de 2019

Araguaia Notícia

Terminou por volta das 23 horas de terça-feira (20/8) o Júri Popular dos dois acusados do assassinato do caminhoneiro Marcos Batista Martini, de 26 anos, morto com dois tiros em abril de 2006. Demorou treze anos para que o julgamento acontecesse porque a polícia teve muito trabalho para confirmar a autoria do crime.

O vendedor de panelas Olicemar Andrade, que mantinha um caso com Renata Cristina, foi condenado a 8 anos de prisão; Renata que não compareceu ao julgamento alegando que mora na Itália, pegou 6 anos e 8 meses. A pena foi considerada pequena pelo fato que os acusados eram réu primário e o crime saiu de homicídio qualificado para simples.

Ambos negam o crime. Olicemar já saiu do júri na viatura do sistema prisional para iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. Todavia com 1/6 – em torno de dois anos – ele já terá direito a progressão de pena ou seja liberdade condicional.

Com relação a situação de Renata, o advogado dela, Vinicius Ribeiro, disse que a jovem não pediu para ninguém matar Marcos e que amava também o namorado. “Vamos recorrer desta sentença e se ela perder o recursos aí sim a Renata vai se entregar para cumprir a pena”, frisou o advogado.

A Justiça brasileira pode pedir a extradição de Renata para ela cumprir a pena.

Segundo a denuncia do Ministério Público, havia um triangulo amoroso onde Renata, que era namorada de Marcos, também tinha um caso com Olicemar.

No dia do crime, Marcos esteve na casa de Renata onde tiveram relação sexual, mas como não tinha água naquele dia, ele optou em ficar com o preservativo no pênis e de tomar banho em casa.

E quando retornava para casa no bairro Recanto das Acácias, o jovem caminhoneiro foi alvejado com dois tiros na avenida principal do BNH. A polícia apurou que os disparos partiram de Olicemar e que o vendedor de panelas ficou sabendo que Marcos iria passar por ali através de Renata. A polícia e o Ministério Público entendem que a jovem ao passar essa informação contribuiu com a morte do caminhoneiro.

Só que ambos os acusados negam o crime. O advogado Vinicius Ribeiro, que foi contratado por Renata, explicou que a cliente dele não compareceu devido ao fato de morar na Europa e negou que seja uma estratégia de defesa. “A Renata amava o Marcos e jamais quis a morte dele. Foi lido no início do julgamento um relatório da operadora Vivo que afirmou que não tem como precisar que Renata e Olicemar estavam juntos no dia do crime e não tem como dizer que ela quis a morte dele”, frisou Vinicius.

O MPE sustentou que Renata colaborou com informações para que o homicídio ocorresse. Uma ligação telefônica entre os dois foi detectada momentos antes do crime e cujo sinal de Olicemar estava na torre do bairro BNH próximo ao local do crime.

Durante o processo, Olicemar admitiu que sua paixão por Renata e insinuou que estava sendo preso como bode expiatório. “Eu sou inocente e vou morrer afirmando isso”, declarou. 

A família de Marcos que se mudou para Bahia se diz satisfeita e acredita que foi feita justiça com relação a morte do caminhoneiro.

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