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Suspeito de matar diretora de escola vai a Juri dia 11/9

Suspeito de matar diretora de escola vai a Juri dia 11/9

Data de Publicação: 9 de setembro de 2019 O julgamento será realizado no Fórum de Água Boa

Inácio Roberto / Rádio Interativa

Está marcado para dia 11 de setembro, próxima quarta-feira, júri popular da comarca de Água Boa. Sentará no banco dos réus, Leandro Pereira Fernandes, 36 anos, acusado do crime de feminicídio (homicídio) contra Patrícia Alves da Silva, sua convivente. O crime ocorreu em 31 de agosto de 2.018. Por tratar-se de réu preso, os trâmites foram acelerados.

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual da comarca, Leandro teria utilizado uma arma branca para desferir nove golpes acertando Patrícia no tórax, abdômen, antebraço esquerdo e mão direita. Os golpes acusaram lesões corporais diversas, levando a professora à morte.

A promotoria sustenta que Leandro convivia maritalmente com a vítima por cerca de dois anos. Em razão de seu comportamento caracterizado por ciúme excessivo e agressividade, nos últimos meses do relacionamento, Patrícia desejava se separar dele, porém ele não aceitava isso.

Ao retornar de uma viagem, Leandro se dirigiu à residência em que morava com a vítima, estacionou seu veículo em frente à casa e foi até o quarto do casal, onde discutiu com ela. Ao final da discussão, Patrícia manifestou mais uma vez o desejo de se separar. O denunciado então, deslocou-se até o carro, armou-se de uma faca (apreendida), retornou à casa, encontrando a vítima na porta da casa.

Escondendo a arma nas costas, ele pediu novamente para entrar e conversar com ela, mas ela negou. Em seguida, segundo a denúncia, Leandro teria desferido vários golpes de faca contra ela. Um adolescente que estava próximo, gritou por socorro e correu para a casa vizinha onde estavam os familiares de Patrícia. O denunciado aproveitou e fugiu. Familiares dela prestaram os primeiros socorros.

Patrícia agonizou nos braços da genitora até dar entrada no Hospital Regional Paulo Alemão, onde faleceu em seguida. Segundo a promotoria de justiça, a perpetração do delito de feminicídio caracterizou-se por ser torpe, visto que o denunciado inconformado com o fim do relacionamento amoroso, agiu impelido por vingança.

O denunciado ainda agiu mediante surpresa, aproximando-se com arma escondida, pedindo para conversar, sem que ela esperasse o ataque. Patrícia deixou dois filhos, sendo uma menor de idade. Leandro já cumpria pena no regime semiaberto por outra situação ocorrida em Canarana. Os detalhes da notícia foram extraídos da denúncia do MPE.

Vai atuar na acusação, a promotora Clarissa Cubis de Lima Canan, e na defesa, o defensor público, Paulo Sérgio Silva de Queiroz. A presidência dos trabalhos será do juiz Dr. Jean Louis Maia Dias. O júri popular será no Fórum local a partir das 8hs (MT-9hs hora local) do dia 11 de setembro.

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