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Expulsos, garimpeiros invadem cidade e geram tensão; PF destrói máquinas

Expulsos, garimpeiros invadem cidade e geram tensão; PF destrói máquinas

Data de Publicação: 8 de outubro de 2019 Grupo tenta buscar forma de legalizar atividade e continuar explorando a região

CARLOS MARTINS / FolhaMax

Garimpeiros que foram expulsos pelas forças de segurança de um garimpo ilegal em Aripuanã (1.200 km de Cuiabá) ocuparam na manhã desta terça-feira (8) a principal avenida da cidade, chegando a fechar a passagem de veículos. A presença do pessoal que trabalhava na área à procura de ouro provocou tensão entre os moradores e alguns comerciantes que, por precaução, chegaram a fechar os estabelecimentos.

A Operação Trype foi desencadeada nessa segunda-feira (7) e envolveu cerca de 160 pessoas em uma ação conjunta da Polícia Federal com equipes das policias Militar e Civil de Mato Grosso, além de servidores do Ibama e da Secretaria de Estado do meio Ambiente (Sema-MT). 

Na ação, um garimpeiro reagiu fazendo disparos com uma espingarda e acabou atingido com dois tiros na região do tórax por um policial da equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O homem, que não teve o nome revelado, foi levado para o Hospital Municipal Santo Antônio, mas chegou morto. 

No barraco do homem, foram encontradas duas espingardas cartucheiras, uma de cano longo e outra de cano curto, de calibre não identificado. Além disso, havia invólucros de pólvora, chumbo, pote com espoleta, cartuchos intactos e outros deflagrados, além de dois invólucros de quantidade não especificada de substância semelhante a ouro.

Nesta terça-feira, um representante dos garimpeiros conversou com um delegado da Polícia Federal para tentar um acordo visando a retirada de equipamentos do local. Eles querem também conversar com as autoridades para encontrar uma forma de legalizar a exploração do garimpo, que é de onde retiram o sustento. 

Ainda pela manhã, agentes da PF foram ao local e explodiram túneis e também destruíram alguns equipamentos. 

O garimpo ilegal fica na Serra de Santo Expedito, distante 13 quilômetros de Aripuanã. A área começou a ser explorada em outubro de 2018 e por ali circula uma população que varia entre 1.000 e 1.500 pessoas. A atividade provoca forte degradação ambiental na região e também um impacto social no município, com o crescimento das taxas de homicídios, além de fomentar o tráfico de drogas e prostituição.

PERÍCIA NO LOCAL

O delegado da Polícia Federal Carlos D´Ângelo disse que a retirada de cerca de 500 garimpeiros nessa segunda-feira foi pacífica. Foram identificados os responsáveis, dos quais alguns foram presos e outros conseguiram escapar. Segundo ele, a ordem da justiça é que todos os equipamentos usados na extração ilegal de ouro sejam destruídos.

“A determinação Judicial é que esse material seja destruído e também a implosão daquelas cavas que foram criadas ao longo do tempo. Essa turma saiu e a policia iniciou hoje na parte da manhã uma perícia no local para dimensionar o dano ambiental e todo o estrago causado”, disse o delegado. A operação de destruição dos equipamentos continua nesta terça-feira e deve ser concluído nesta quarta-feira.

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