Caminhoneiros em MT sentem dificuldades com as medidas de prevenção ao Covid-19
Data de Publicação: 30 de março de 2020 15:56:00 As transportadoras na região norte do estado informaram que alguns carregamentos de soja estão atrasados, já que quase a metade dos profissionais estão parados.
Laércio Romão / TV Centro América
| Reprodução |
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Caminhoneiros de Mato Grosso enfrentam dificuldades para transportar a safra de soja com as medidas de prevenção à Covid-19. As empresas transportadoras e que contratam fretes na região norte do estado informaram que alguns carregamentos de soja estão atrasados, já que quase a metade dos profissionais estão parados.
Por enquanto, os valores dos fretes seguem normais para o período. De Sinop ao Porto de Miritituba, no Pará, o frete de grãos custa em média R$ 160 a tonelada.
O caminhoneiro Antônio Duvier diz que 90% dos estabelecimentos que ficam na beira das estradas, como restaurantes, mercados e borracharias, estão fechados e isso compromete o trabalho dele.
" Se fura o pneu do caminhão, nós temos que parar em uma borracharia para trocar, substituir pelo estepe. A maioria das borracharias estão fechadas, como é que vamos fazer? Além disso, os restaurantes estão fechados e o tempo para abrir a cozinha do caminhão e preparar a própria comida é maior", explica.
Clóvis Cabral da Silva também é caminhoneiro e se prepara para encarar essas dificuldades. Ele irá viajar, nesta semana, quase 1.000 km da BR-163, saindo de Sinop, no norte de Mato Grosso, até o Porto de Miritituba, no Pará. O caminhão que o profissional dirige vai carregar até o estado vizinho, 31 toneladas de soja.
Para amenizar as dificuldades, Clóvis se preparou e fez compras. Ele vai ter que preparar a própria comida durante as paradas. Isso porque na última viagem que fez, encontrou os restaurantes fechados.
Além dos alimentos, ele já comprou produtos de higiene e limpeza. "Nós temos que ter álcool no caminhão. Como o álcool em gel mesmo está difícil de encontrar, eu comprei álcool comum e tenho as máscaras", explica.
Segundo o presidente da Cooperativa de Logística e Transportes de Bens (Cooperlog), Cleomar Immich, muitos profissionais vem lidando com dificuldades por causa da falta de produtos.
"Hoje, quase 50% dos caminhoneiros do município não estão trabalhando, por causa da falta de assistência na estrada. E quem continua trabalhando tem sido orientado a tomar todos os cuidados necessários", afirma.
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