Levantamento aponta que metade das escolas estaduais recusaram fazer greve
Segundo dados do Governo, das 767 unidades escolares, 360 não irão suspender as aulas por força da paralisação.
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RAFAEL DE SOUSA |
RepórterMT/Reprodução
Os dados foram divulgados pela Seduc na tarde desta segunda-feira (27).
Um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) mostra que quase metade das escolas da rede estadual de ensino não aderiu à greve dos profissionais da Educação de Mato Grosso, que iniciou nesta segunda-feira (27), por tempo indeterminado.
De acordo com os dados, das 767 unidades escolares existentes em Mato Grosso, 360 não fecharam as portas por força da paralisação. O número representa 47% das escolas estaduais.
Outas 322 escolas, que representam 42% do total aderiram ao movimento; 15 suspenderam as aulas parcialmente; outras 61 unidades destacou que realizarão assembleia-geral para definir se participarão da greve. O Estado não conseguiu contato com seis unidades.
As informações, segundo o Governo, foram colhidas em três momentos diferentes: na quinta-feira (23); sexta-feira (24); e a nesta segunda.
Como mostrou o Repórter MT, catorze escolas estaduais, de Cuiabá e Várzea Grande, também não aderiram ao movimento grevista dos profissionais da Educação.
De acordo com o sindicato da categoria, Sintep (Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso), entre elas estão seis escolas especiais, que atendem cadeirantes e portadores da síndrome de Down, nas duas cidades. Em Várzea Grande, também há quatro escolas, que estão funcionando de forma parcial, que ocorre quando, por exemplo, os professores do período matutino aderem à greve e os do período vespertino permanecem lecionando.
A principal reivindicação da categoria é o cumprimento da "Lei da Dobra do Poder de Compras" dos profissionais do ensino, sendo o reajuste de 7,69% de ganho real.
Porém, o Palácio Paiaguás já avisou que os manifestantes podem ter seus pontos cortados. Neste caso, e o Governo do Estado usará a prerrogativa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a medida. O corte é uma prerrogativa do governador Mauro Mendes (DEM), que ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Em rodadas de negociação, o secretário da Secretaria de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra tentou sensibilizar os sindicalistas a não deflagrarem greve, alegando que o Estado não tem condições de conceder o reajuste reivindicado pela categoria.
No entanto, os servidores de 63 escolas estaduais da Capital (cerca de 93%) e 32 de Várzea Grande (que representa 83%) estão com as aulas suspensas devido à paralisação.
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