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PF faz operação contra crimes de corrupção em Serra Nova Dourada

PF faz operação contra crimes de corrupção em Serra Nova Dourada

Data de Publicação: 24 de novembro de 2020 12:37:00 Nova fase da operação Tapiraguaia também cumpre mandados de busca e apreensão em Barra do Garças

Da Redação

Reprodução

Nesta terça-feira (24), a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Tapiraguaia. A ação que visa combater um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos federais na prefeitura de Serra Nova Dourada conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF).

Ao todo, 12 policiais federais trabalham para cumprir dois mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares probatórias e patrimoniais nos municípios mato-grossenses de Serra Nova Dourada e Barra do Garças. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças, que também determinou o sequestro de bens e valores.

A nova etapa é resultado da análise dos dados bancários e dos objetos apreendidos durante a terceira fase da operação, ocorrida em 17 de junho deste ano. O material colhido aponta que em 2014 um prefeito, em conluio com um empresário “laranja” do ramo da construção civil, teria orquestrado um esquema criminoso para desviar recursos públicos federais. Com a fraude de procedimentos licitatórios, uma empresa “laranja” previamente escolhida era beneficiada ao atestar falsamente a execução da obra pública objeto da licitação fraudada e, por fim, desviar os recursos públicos recebidos pelo serviço não executado.

Conforme a Polícia Federal apurou, o prejuízo aos cofres públicos foi de aproximadamente R$ 360 mil.
São alvos da operação um ex-prefeito, um engenheiro civil fiscal, um empreiteiro e um servidor público municipal. Os investigados irão responder por crimes licitatórios e desvio de recursos públicos, podendo pegar até 16 anos de prisão.

“Os endereços onde são cumpridas as ordens judiciais comprovam a completa ausência de capacidade financeira das pessoas em que registrados os endereços dos proprietários e da sede da própria construtora”. Tudo com o propósito de obstruir as investigações”, segundo o delegado chefe da Polícia Federal em Barra do Garças.

 

(Com informações da Assessoria).