Governador critica conversa fiada de países desenvolvidos: "Prometeram bilhões e não entregaram nada"
Data de Publicação: 30 de abril de 2025 13:39:00 Mauro Mendes reforçou que Brasil tem preservado, enquanto países de 1° mundo aumentaram poluição
Lucas Rodrigues | Secom-MT
| Crédito - Secom-MT |
Em entrevista à Jovem Pan News, o governador Mauro Mendes criticou a conduta dos países desenvolvidos que continuam aumentando a emissão de carbono na atmosfera.
De acordo com o governador, os países de primeiro mundo têm intensificado a emissão de gases poluentes, o que contribui para o agravamento das mudanças climáticas no planeta.
Mas, ainda assim, querem "apontar o dedo" para o Brasil, inclusive com discurso de "desmatamento zero" - independentemente de ser legal ou ilegal.
"Os países desenvolvidos continuam aumentando a queima de carvão, aumentando a queima de combustíveis fósseis e querendo que o Brasil e alguns países paguem essa conta", registrou, na entrevista exibida nesta semana.
Mauro Mendes ressaltou que está com "baixa expectativa" para a Conferência Internacional do Clima (COP), que vai ser sediada em Belém (PA) neste ano.
"Eu não fui na última COP, de tanta frustração. Já fui em várias, mas é muita conversa fiada, muito país falando coisas que nunca fizeram. Desde a Rio 92 já foram feitas 29 COPs. Prometeram bilhões, e não colocaram nada", criticou.
Para o governador, o Brasil não pode ser visto como vilão ambiental, tampouco ter que pagar a conta sozinho pela preservação do planeta, recebendo apenas "migalhas" até o momento.
"Esse mercado de crédito de carbono é igual perna de saci-pererê. Todo mundo fala, mas pouca coisa aconteceu. Eu não quero saber de esmola de país para vir meter o dedo na nossa cara e dizer o que nós temos que fazer. Nós temos que preservar sim, porque nós temos a consciência da importância da floresta amazônica, dos nossos biomas, e a importância disso para o clima. Não para receber migalhazinha de dinheiro que nem o Brasil e nem o meu estado está no tempo mais de viver de esmola de ninguém", concluiu.
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